23 de nov. de 2010

Damon Lindelof, co-criador de Lost, Faz seu Comentário-Crítica Do HP7 –Parte 1


“Eu sou um pottermaníaco. FANÁTICO. Li os sete livros pelo menos duas vezes cada, e acho humildemente que Jo Rowling é uma das maiores escritoras vivas de ficção popular, se não a maior. Não consigo dizer qual meu livro preferido. Dito isso, ‘As Relíquias da Morte’ é uma realização impressionante em termos de desfecho. Sempre achei os filmes ótimos também. Não é fácil adaptar fielmente o material original, e eles conseguiram. Quando eu terminei, eu percebi que estava chorando. Foi realmente lindo.
Eu sempre achei os filmes são demasiadamente grandes. Tem sido uma tarefa fácil adaptar fielmente o material de origem, que é tão reverenciado, mas eles sempre conseguiram errar. Ainda mais impressionante é que, apesar de saber exatamente o que vai acontecer na história, eu fico realmente empolgado sempre que um novo filme de Harry Potter está prestes a sair. Desta vez não foi diferente.
Saí do cinema em profundo conflito. A caminho do estacionamento, com meu cérebro tentando resolver um paradoxo complicado: se eu amei o livro, e o filme é incrivelmente fiel, como posso eu ter odiado tanto esse filme?
E ainda mais angustiante …
Com base na mesma lógica cuidadosa que eu usei para evitar perguntas como ‘será que não dava pra responder uma mísera questão?’ e ‘uma luz dourada no meio da ilha? sério?’.
Será que isso quer dizer que eu não era mais um fã?
Havia apenas uma explicação lógica, o filme foi realmente ótimo, eu estava de mau humor ou algo assim. Sim, deve ser isso! Pensando nisso, David Yates dirigiu um belo filme. Assombroso, emocionalmente profundo, e o visual era demais. E sem esquecer da realidade cada vez mais próxima do destino que aguarda o triângulo de Harry, Hermione e Ron. Claro que eu adorei.
Exceto …
Tudo isso deveria ter acontecido na primeira meia hora do filme.
Eles não deveriam ter dividido o livro em dois filmes. ‘A Ordem da Fênix’ tem mais páginas e saiu-se muito bem com um filme só. Eu me senti sujo. Eu senti … que se aproveitaram de mim. Eu sei, eu sei, as pessoas possuem teto de vidro, mas mesmo assim…”

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